O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou nesta terça-feira (2), em um painel estratégico na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a fundamental importância da sinergia entre governo e setor produtivo. Em um encontro que abordou “Diálogo, inovação e crescimento: o novo momento do agronegócio brasileiro”, o ministro traçou um panorama ambicioso das conquistas e metas do agronegócio nacional, reiterando o compromisso inabalável com o desenvolvimento e a inovação que moldam o futuro do campo brasileiro.
De Paula celebrou a notável expansão internacional, revelando que o Brasil saltou de 555 para 616 mercados abertos para seus produtos, mirando agora a expressiva marca de 700. Ele atribuiu parte desse êxito ao envolvimento pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os avanços mais recentes, destacam-se a abertura do mercado do Vietnã e a solidificação da presença brasileira na China, nosso principal parceiro comercial agrícola. Um marco diplomático crucial foi a formalização, pela China, do status do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi enaltecida como um pilar estratégico, com seus investimentos em pesquisa triplicados e a inauguração de um novo escritório em São Paulo focado em negócios, além da importante cooperação com o Carrefour para capacitação de produtores. Em um esforço para fortalecer sua equipe, a Embrapa realizou um concurso público após 15 anos, preenchendo 1.027 vagas, com projeção de chegar a 1.300 novos profissionais. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) garantiu um aporte de R$ 1 bilhão para a renovação estrutural da Embrapa, permitindo a criação de novas unidades, como a Embrapa Territórios em Alagoas. Complementando o cenário de infraestrutura, um programa robusto prevê a restauração de 8 mil km de estradas vicinais e rurais, otimizando o escoamento da produção e o acesso dos agricultores.
No entanto, o ministro não ignorou os desafios persistentes, como o elevado endividamento dos produtores, a necessidade urgente de um seguro rural mais abrangente e a criação de um fundo garantidor robusto, além do impacto global dos conflitos internacionais nos preços de fertilizantes e combustíveis. Projetando o próximo Plano Safra, a ser anunciado em 1º de julho, a expectativa é de um volume recorde de recursos, alcançando cerca de R$ 550 bilhões – um aumento de 10% em relação aos R$ 516 bilhões do ciclo anterior – com a grande aposta na redução das taxas de juros para um dígito. De Paula reforçou a grandiosidade do setor: “O agro cuida de 25% do PIB nacional, gera 38 milhões de empregos e é responsável por metade da pauta de exportações do Brasil. No ano passado, crescemos 11,7% do PIB e fomos determinantes para que o país crescesse 2,3%.” Concluindo sua fala, o ministro enfatizou a necessidade de união e colaboração entre todos os elos da cadeia: “O Agro não tem partido, o Agro não tem cor. É algo que nos une a todos. Precisamos buscar essa parceria. É o que pode nos assegurar bons resultados.”

