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EUA Aumentam Pressão sobre o Pix: Washington Alega Concorrência Desleal e Prejuízos a Gigantes de Pagamento Americanos

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) intensificou a pressão sobre o Brasil, lançando duras críticas ao Pix. Washington acusa a popular tecnologia nacional de pagamentos instantâneos de gerar “prejuízos injustos” a empresas americanas do setor, como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay. A medida, divulgada em um relatório nesta segunda-feira (1º), aponta para uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países, com potencial impacto nas relações econômicas.

No documento, o USTR não poupa palavras ao afirmar que as “ações, políticas e práticas do Brasil relacionadas ao tratamento preferencial concedido ao Pix são injustas e discriminatórias”. A conselheira jurídica geral do USTR, Jennifer Thornton, destaca a exigência de que concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de tarifas, configurando uma discriminação contra provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. Além disso, o relatório levanta a grave questão de um suposto conflito de interesses, dada a dupla função do Banco Central do Brasil como regulador e, simultaneamente, proprietário e operador do Pix. Alega-se que o BC agiu para favorecer sua “campeã nacional” em detrimento dos provedores americanos, exigindo o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e sua exibição gratuita e proeminente, forçando-as a promover um concorrente sem compensação.

Essa ofensiva americana é o resultado de uma investigação iniciada há aproximadamente um ano, ainda sob a administração de Donald Trump, visando supostas “práticas desleais” brasileiras no comércio. Entre as “medidas corretivas” sugeridas pelo relatório, destaca-se a imposição de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, uma proposta que acende o alerta para o setor exportador. O governo brasileiro e as empresas potencialmente afetadas têm até 15 de julho para se manifestar oficialmente sobre as conclusões do USTR, prazo após o qual os EUA poderão implementar as ações retaliatórias. A disputa sublinha a crescente preocupação de gigantes globais com a ascensão e o impacto do Pix, que se tornou um pilar do sistema financeiro brasileiro e uma alternativa ao dólar em certas transações internacionais, gerando pressão de empresas como Visa, MasterCard e big techs sobre o governo americano para proteger seus interesses.

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