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IPCA-15 de Maio: Inflação Desacelera para 0,62%, com Alimentos em Alta e Alívio nos Combustíveis

A prévia da inflação para maio, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma variação de 0,62%, marcando uma desaceleração significativa em relação à taxa de 0,89% apurada em abril. O levantamento, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que, apesar do arrefecimento geral, o custo da alimentação e bebidas permaneceu como o principal vetor de alta, juntamente com habitação e saúde. Em contrapartida, o setor de transportes trouxe um respiro importante para o bolso do consumidor.

A análise detalhada do IPCA-15 revela que, entre os nove grupos pesquisados, Alimentação e Bebidas se destacou com a maior variação (1,38%). Dentro desse grupo, enquanto itens como maçã (-2,32%) e café moído (-2,09%) registraram quedas, a cesta básica foi pressionada por altas expressivas na batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%). Outros componentes de peso foram Habitação, com alta de 1,03% — influenciada principalmente pelo acréscimo de 2,16% na energia elétrica residencial, devido à reintrodução da bandeira tarifária amarela — e Saúde e Cuidados Pessoais, que avançou 1,05%, refletindo os reajustes em produtos de higiene (1,60%) e farmacêuticos (1,25%), bem como nos planos de saúde (0,5%). No polo oposto, o grupo Transportes apresentou uma variação negativa de 0,33%, um alívio notável propiciado pela forte desaceleração dos combustíveis, que reverteram a alta de 6,06% de abril para uma queda de 1,47% em maio, com reduções em etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%). Contudo, nem tudo foi queda: gás veicular (2,12%) e passagens aéreas (3,25%) registraram aumentos.

Em uma perspectiva mais ampla, o IPCA-15 acumulou alta de 3,02% no ano e de 4,64% nos últimos 12 meses, um patamar superior aos 4,37% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. É relevante notar que, apesar da desaceleração mensal, o patamar atual representa uma elevação em comparação com o acumulado até este mês no ano anterior, e o índice também superou a variação de 0,36% registrada em um maio anterior (referência original ‘maio de 2025’). Os dados foram coletados entre 16 de abril e 15 de maio, e comparados com os preços vigentes no período imediatamente anterior, abrangendo famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos em nove regiões metropolitanas e duas cidades estratégicas, refletindo a dinâmica econômica de um vasto contingente populacional brasileiro.

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